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Foto: Nevilton. Crédito: Fabricio Vianna

Foto: Nevilton. Crédito: Fabricio Vianna

Repertório da banda de Umuarama (PR) teve base em seus dois discos mais recentes.

Por Renan Pereyra

Atração de destaque da semana no Asteroid Entretenimento, o Nevilton marcou a noite de sábado (22 de março) com um show conciso e poderoso. Tocando músicas de seus dois discos mais recentes, a banda de Umuarama (PR) se apresentou pela quinta vez na casa de shows e empolgou o público principalmente pela energia transmitida de cima do palco.

Figura já conhecida pela cena sorocabana, Nevilton de Alencar (guitarra/vocal) se mostrou satisfeito com mais uma passagem pela cidade. “É sempre uma grande alegria estar em Sorocaba. Temos muito carinho pelo Asteroid e tocamos por aqui desde o início da casa. O show foi muito gostoso… várias pessoas já conheciam o trabalho e nós percebemos que cada vez mais o público vem cantando e pedindo músicas. E isso é uma grande realização”, comentou.

Apresentando-se na habitual formação power trio, a banda contou ainda com Tiago Lobão (baixo/vocal) e Bruno Castro (bateria). Carismáticos, os caras subiram ao palco por volta de uma e quinze da manhã e deram início à festa com “Sacode”, música que recebe o mesmo nome do álbum mais recente da banda, de 2013. As dançantes “Satisfação” e “Só Pra Dizer” – do mesmo disco – deram continuidade à festa e deixaram o público ainda mais à vontade.

Com influências de música nacional, rock clássico e indie, o Nevilton não decepciona em suas referências alternativas. Com linhas de baixo e guitarra no melhor estilo Pixies, “Crônica” (canção que abre Sacode) também agitou e preparou os fãs para o que estava por vir. As já consagradas “Pressuposto” e “Tempos de Maracujá” – ambas do primeiro disco, De Verdade – foram responsáveis pelo ponto alto da noite. Em uma verdadeira aula de guitarra, fica difícil não se empolgar com a performance de Nevilton, que conta com influências que vão de Jimi Hendrix a Muse.

A apresentação teve continuidade com “O Morno” e “A Máscara”, canções também bem recebidas pelo público. Para fechar a noite em grande estilo e de maneira sugestiva, o grupo executou a bonita “Até Outra Vez”, prometendo retornar a Sorocaba o quanto antes. Confira abaixo nosso registro do show para a seção Asteroid On Stage.

Sobre a banda

A história do projeto começa em 2007, quando Nevilton de Alencar (guitarra/vocal) convidou seu amigo Tiago Lobão (baixo/bateria/vocal) para desenvolver algumas canções compostas por ele. Seguindo esse rumo, não demorou muito até que o Nevilton se firmasse como um trio (Éder Chapolla assumiu as baquetas) e lançasse o seu primeiro EP de expressão: Pressuposto (2010).

Com milhares de downloads e cópias físicas distribuídas pelo país, a banda atingiu pela primeira vez a grande mídia e o trabalho foi eleito o quarto melhor álbum nacional daquele ano, pela revista Rolling Stone Brasil. Já a canção “O Morno” foi considerada a segunda melhor pelo mesmo veículo.

No mesmo ano, os paranaenses passaram a tocar em diversos lugares do Brasil e chegaram a abrir um show para o Green Day, na Arena Anhembi, em São Paulo. O evento contou com cerca de 30 mil pessoas e deu ainda mais visibilidade aos caras, anunciando o caminho de sucesso que estava por vir. Em outubro de 2011, o Nevilton lançou seu primeiro disco cheio e com ele novamente diversas conquistas. Sob o título De Verdade, o trabalho ganhou destaque em vários veículos especializados e foi eleito mais uma vez pela Rolling Stone como um dos melhores do ano.

O trabalho mais recente da banda, intitulado Sacode!, chegou a ser indicado à categoria Melhor Álbum de Rock Brasileiro, no XIV Grammy Latino. Já o clipe da música “Tempos de Maracujá” (confira abaixo) foi indicado na edição anterior do mesmo prêmio na categoria Melhor Vídeo Musical – Versão Curta, além de ter sido o vencedor do Prêmio Multishow 2011, na categoria Experimente.

Produzido por Carlos Eduardo Miranda e Tomás Magno, o disco foi gravado na lendária Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, e lançado pelo selo Oi Música. Em poucos dias na pista, o trabalho recebeu belos elogios da crítica especializada e a pontuação máxima na resenha da revista Rolling Stone Brasil, sendo considerado novamente um dos melhores discos de rock do ano.

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