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Manchester Paulista: 361 anos & 15 hits!

Selecionamos 15 faixas que marcaram a história da cidade ao longo dos últimos anos. Confira a nossa lista!

*Essa matéria tem colaboração de Pêu Ribeiro, Flávia Biggs, Fábio Pereira, Bruno Romo, Cleiner Micceno, Mauricio Nogueira, Rogério Garcia e Mario Bross.

Por Renan Pereyra

Terra Rasgada, Cidade Amarela ou Manchester Paulista. Chamem-na como quiser. Sorocaba-SP completa neste sábado (15 de agosto) 361 anos de vida com muita história e uma efervescente cena cultural. Para celebrar a data, criamos esse post com os hits roqueiros mais marcantes já produzidos por aqui. Como selecionar apenas 15 faixas em um cenário tão rico seria uma tarefa árdua, convidei uma galera envolvida com o movimento para me ajudar com a lista: Pêu Ribeiro, Flávia Biggs, Fábio Pereira, Rogério Araújo e Mario Bross.

A seleção aborda desde os primeiros destaques musicais da cidade nos nossos tempos, como Vzyadoq Moe e Netas da Demência, até os mais recentes, como Monoclub e Fones. Ao final criamos ainda a bônus track, uma série com seis músicas que não entraram na lista final por questões pontuais, mas que mereciam ser citadas. Vale destacar que este é apenas um recorte subjetivo da vasta produção independente sorocabana. A seleção dos hits continua com vocês, na caixa de comentários do post.

Para escrever sobre as composições convidei meu amigo Luitz Terra, que também é DJ, músico e um cara que acompanha fielmente a produção alternativa sorocabana. As faixas não seguem ordem de relevância, mas sim (mais ou menos) do período em que foram lançadas. O resultado vocês conferem abaixo!


 

1. Vzyadoq Moe – Rompantes de Fúria

Lançamento: 1992/1993
Texto: Luitz Terra

Da longínqua década de oitenta, a banda Vzyadoq Moe colocou a cidade amarela no mapa do rock independente brasileiro, com a sua improvável mistura de elementos, que vai das artes plásticas e da literatura até a música industrial do Einsterzende Neubauten. O conjunto obteve destaque dentro da cena post-punk e no-wave paulistana, ao lado de outros nomes de peso, como Smack, Akira S, Fellini e Mercenárias; além de resenhas em publicações importantes da época, como Cruzeiro do Sul, Folha de São Paulo, Bizz e Spin. De sonoridade ímpar, com uma poética que transgredia o senso comum e uma bateria formada com placas de metais e latões, a banda causou muito espanto e admiração com o seu Hard Macumba completamente inédito. Sendo, por vezes, incompreendido pelo grande público, mas abraçado pela crítica, o VZ nasceu para ser vanguarda, furou a parede de bloqueio da capital e abriu caminho para uma geração visceral de bandas independentes em Sorocaba. A música “Rompantes de Fúria” ganhou videoclipe nos anos 90, que chegou ser veiculado na TV e representa toda a verve criativa do grupo.

Artistas relacionados: Ecos D’Alma, Ziur, The End.


 

2. Netas da Demência – Educação

Lançamento: 1992
Texto: Renan Pereyra

Netas da Demência foi a primeira banda punk feminina sorocabana e provavelmente uma das primeiras do país. “As meninas tiveram uma trajetória meteórica pelo underground,  mas muito marcante, em uma época que ser mulher e tocar rock era uma raridade”, explica o documentarista e escritor Cleiner Micceno no blog Stalkershots. Formada por Mariane Nogueira (vocal), Karina Zapata (guitarra),  Jana [sim, a mesma que posteriormente faria história no Biggs] (baixo) e Nadia Cristine (bateria),  a banda protagonizou vários shows memoráveis na cidade e venceu a terceira edição do De Olho no Som, festival marcante realizado no Teatro de Arena que contou com três edições. O vídeo surreal abaixo, gravado em 1991, traz o quarteto tocando a furiosa “Educação”, que era um hino punk na época, no fatídico festival. Já a gravação de estúdio (áudio original abaixo) foi lançada em 1992.

Artistas relacionados: Automatic Pilot, Jack Navarro.


3. Overnoise – Cubatão 84

Lançamento: 1992
Texto: Renan Pereyra

Sorocaba sempre teve uma cena metal muito rica. Chega a ser injusto citarmos uma única banda do gênero nessa lista, que poderia ter ainda nomes como Zoltar, Hippie Hunter e Lipztick. Mas sem dúvidas, o movimento está bem representado aqui com o Overnoise. Considerado um dos principais nomes do thrash metal do interior o paulista, o grupo iniciou suas atividades em 90 e declarou seu fim em 2002. Os caras chegaram a retornar para um pocket show no Asteroid em 2011, mas ficou só nisso.”Cubatão 84″, faixa escolhida para integrar nossa lista, era o grande hit da banda, garante Rogério Araújo (primeiro baterista da banda).

Artistas relacionados: Zoltar, Hippie Hunter, Pervencer, Motra, Hammathaz, Enforcation, Esbórnia.


4. Dropy – Platonic Love

Lançamento: 2000/2001
Texto: Renan Pereyra

Lembro que um dos primeiros shows de rock que vi na vida foi o Dropy tocando em uma quebrada do Éden chamada João Rossi Bar. Eu devia ter uns 13 anos. Ainda não entendia muito bem o que aquela galera toda representava, mas fiquei chocado com a apresentação dos caras. No dia a banda estava com uma formação inédita (com uma mina no baixo que não sei o nome e um baterista improvisado), mas mesmo assim fazia um show psicodélico e chapado. Na última música, o frontman Índio arrebentou sua guitarra no palco e aquilo me tocou (tanto que ainda guardo um pedaço do instrumento em casa). Formado em 1999 por Eduardo “Índio” Ikegami (guitarra/voz), China (baixo) e Chico (bateria), o Dropy teve várias formações e encerrou as atividades há um bom tempo, mas deixou na memória do público faixas como “Platonic Love”, que ao vivo soava ainda mais pesada e energética.

Artistas relacionados: Tricerátopo.


 

5. The Fortunetellers – Downtown

Lançamento: 2004
Texto: Luitz Terra

The Fortunetellers foi um dos principais representantes do garage rock na cidade, misturando influências de glam e rock setentista em geral. Além de ter na formação músicos que estão sempre ativos na cena, a banda durou pouco, mas guarda muitas histórias e performances marcantes. Importante mencionar que o grupo contou na formação com os guitarristas Rái Mein e Márcio Bertasso, que já tocaram na lendária banda Automatic Pilot; nosso DJ Emerson Punk praticamente aprendeu a tocar baixo com a banda; Tony Salga (baixo) já havia tocado no Bela Abstrata; Rodrigo Ricardo (bateria) formou o Inventiva (após o término) e Rái hoje está a frente d’A Transgressão. Em 2010, alguns dos remanescentes da banda se juntaram com a outra parte do The Glen e formaram o Tina Thunder. Para explicar melhor toda essa bagunça, eu digo que o Fortune foi uma super banda sorocabana e “Downtown” o grande hit dessa gangue.

Artistas relacionados: The Glen, Automatic Pilot, A Transgressão, Bela Abstrata, Tina Thunder, Inventiva, Monstruário.


 

6. Pugna – Matinê

Lançamento: 2006
Texto: Renan Pereyra

Uma vez o Jair Naves (Ludovic) me disse que o Pugna é provavelmente uma das bandas mais injustiçadas do país, pela pouca visibilidade. E qualquer um que já viu show dos caras faz coro com essa tese. Guitarras explosivas, cozinha matadora, vocais potentes e rasgados e performance de palco inigualável fazem do Pugna um dos grupos mais autênticos do Brasil. Com inspirações em nomes como Minor Threat, Refuse, At the Drive In, Fugazi, Garage Fuzz, Ikaracolt, MC5 e Hurtmold, os caras iniciaram as atividades em 2001 e nunca mais pararam. Em 2013 o guitarrista Fabio Pugna faleceu, vítima de um câncer, causando grande comoção em toda a cidade. Depois de uma pausa, o grupo retomou as atividades com apenas uma guitarra. “Matinê” é um dos clássicos que leva o público à loucura nos shows, mas são tantos os hits da banda que poderíamos fazer uma lista com 15 músicas só dela.

Artistas relacionados: Rock Boots, Cobras.


 

7. Volpina – Compre

Lançamento: 2006
Texto: Renan Pereyra

Sem dúvidas uma das bandas mais expressivas e originais que a cidade de Sorocaba já teve. O Volpina surgiu a partir da junção de músicos das finadas Needous e Ninety93. O grupo passou a ter grande destaque depois de participar do concurso Claro Que É Rock, abrindo um show para o Placebo e roubando a cena com uma performance emblemática. Com o feito, o quinteto passou para a segunda etapa do festival, dividindo o palco ainda com nomes como Sonic Youth, Flaming Lips, Nação Zumbi, Iggy Pop & The Stooges e Nine Inch Nails.  Em 2006, no auge, ocorre uma tragédia e o guitarrista Fábio Martins (Fabinho) é encontrado morto. Pouco depois, já com Bruno Peretti na guitarra, a banda lança o single “Compre” e atinge ótima repercussão dentro e fora da cidade. O EP Volpina, lançado um ano antes, também traz diversas canções que se tornaram hits por aqui. Já sem fôlego, o grupo decide encerrar suas atividades anos depois, deixando ainda mais um EP, intitulado 3P (2010). A Volpina era formada originalmente por Felipe Marinelli (vocal), Fabio Martins (guitarra), Jairo Sanches (guitarra/vocal), Pijama (baixo) e Alê Cruz (bateria).

Artistas relacionados: Needous, Ninety93, Tank Tape.


 

8. Vilania – Sem Graça

Lançamento: 2006
Texto: Renan Pereyra

Após assistir a um show da Vilania, Chuck Hipólito (ex-integrante do Forgotten Boys e atualmente no Vespas Mandarinas) se impressionou com o som da banda e os convidou para gravar sua primeira demo, que ganhou o título Orna ou Desorna. O registro rendeu um convite para participar do programa Banda Antes, na MTV, que contribuiu para grande notoriedade na imprensa: foram entrevistados na pela Rolling Stone Brasil e portal Tramavirtual, receberam indicação na coluna “Conexão Brasil”, da Revista Bizz, e menção na Revista Super Interessante. O grupo – formado inicialmente por  Tescaro (vocal), Thamila Zenthofer (vocal), André Lugoff (baixo), Rafael Oliver (guitarra) e Ítalo Ribeiro (bateria) – rapidamente conquistou uma base de fãs e teve como marca shows empolgantes e lotados. “Sem Graça” é uma das faixas de grande destaque do rock sorocabano, em uma fase bem produtiva da cidade.

Artistas relacionados: Red Lion Licks.


9. Wry – In The Hell Of My Head

Lançamento: 2006
Texto: Luitz Terra

Quando o Wry lançou o disco Flames In The Head (Monstro Discos) a banda já possuía uma carreira consolidada, já havia tocado no lendário Juntatribo, em Campinas, já havia se enraizado em Londres, já havia mudado a cara de Sorocaba com o emblemático festival Circadélica e já possuía uma coleção de músicas que podemos chamar de hits sorocabanos. Mas, apesar de nunca abandonar suas raízes, o grupo já havia alcançado o tão merecido status de banda internacional. Por isso a faixa “In The Hell Of My Head” foi a assinatura de maturidade. Lembro que foi nessa época que eu conheci o Wry, através do clipe que vi, lá pelas altas madrugadas na MTV. Isso já dá conta de dizer um bocado sobre a popularidade que a banda conquistou graças a essa música. Vale mencionar que a faixa também foi bastante executada em FMs locais e ganhou a pista das baladas alternativas da época.

Artistas relacionados: Justine Never Knew The Rules.


 

10. The Name – Broken

Lançamento: 2006
Texto: Luitz Terra

O The Name foi uma das bandas mais dançantes que essa cidade já teve. Passando por várias fases, o trio juntou elementos da disco music, pós punk e electro indie, e se destacou em palcos de grandes festivais nacionais e internacionais, principalmente por conta da energia de suas performances ao vivo. O grupo chegou a fazer apresentações memoráveis no palco do Asteroid, o mesmo em que fez sua despedida, em 2011. A música “Broken” foi o primeiro single da banda e marca a época mais post-punk do The Name, em que o chorus falava alto. O grupo contava com Andy Alves (vocal/guitarra), Bruno Alves (bateria) e Alexandre Molinari (baixo). Com o fim das atividades, os irmãos Alves fundaram o Club America e seguem a todo vapor ao lado dos também irmãos Pomaro (Thiago e Samuel).

Artistas relacionados: Club America, Yugoslavos, Bit Beat Bite Bright.


 

11. INI – Babilônia

Lançamento: 2007
Texto: Renan Pereyra

Se fosse preciso escolher uma única música para representar a cidade de Sorocaba a faixa seria essa, sem dúvidas. E não digo isso porquê cresci ouvindo essa banda, não: “Babilônia”, do INI, apareceu em TODAS as listas que me enviaram com opiniões sobre os hits da cidade. Apesar de ter sido regravada no EP Sujo (2007), com Ferraz nos vocais, a canção foi lançada originalmente um ano antes, no disco Amor e/ou Ódio, quando Pêu Ribeiro ainda era o vocalista principal. Uma curiosidade sobre essa música é que as guitarras da primeira versão foram gravadas pelo Fabinho, do Volpina, um pouco antes dele partir para o próximo estágio. Nascida no Éden inicialmente como Initieites, a INI sempre será uma das principais bandas de Sorocaba e do Brasil. Se ainda você duvida disso é porquê nunca esteve em um show dos caras para se emocionar com toda a verdade e visceralidade que eles transmitem.

Artistas relacionados: Vocífera, Síncope, Tijolo, Iansã, Her.


 

12. Biggs – Bulletproof Jacket

Lançamento: 2008
Texto: Luitz Terra

Prestes a completar 20 anos de rolê, The Biggs é uma das poucas remanescentes do movimento Riot Grrrl no Brasil e é certamente um dos principais nomes do indie nacional. De militância feminista, o power trio carrega uma musicalidade direta e pesada, com muita influência de garage rock, grunge, punk e hard rock setentista. O grupo – formado por Flávia Biggs (vocal/guitarra), Mayra Biggs (baixo) e Brown Biggs (bateria) – é conhecido por fazer verdadeiros espetáculos no palco, em apresentações contagiantes que agitam até os mais blasés. Vale mencionar que a banda está sempre envolvida em atividades sociais e políticas, que visam o empoderamento da mulher através da música, da arte e da cultura DIY. Entre os projetos mais bem sucedidos destaca-se o Girls/Ladies Rock Camp e a Oficina de Guitarra para Meninas, todos coordenados e encabeçados por Flávia Biggs. Em 2008 o grupo foi indicado ao prêmio Dynamite com o disco The Roll Call. Entre as faixas temos a célebre “Bulletproof Jacket”, música obrigatória nos shows da banda e uma das mais pedidas pelo público. Abaixo a faixa ao vivo e, na sequencia, áudio original.

Artistas relacionados: Great Great Comet, Flip Chicks.


 

13. Bad Motors – Hot Girls & Fast Cars

Lançamento: 2010
Texto: Luitz Terra 

Em Sorocaba também rola rockabilly/psychobilly, como os performáticos Diabillys, a divertidíssima banda de psychobilly Joe Coyote, em que seus ex-integrantes formaram o Reservoir Dogs, The Honky Tonk Riders e mais tarde deram origem ao Bad Motors. Representando o neo-rockabilly, o Bad Motors resgata a essência do rock and roll dos anos cinquenta, de nomes como Johnny Cash e Bill Halley, e acrescenta uma boa pintada de punk rock, além de mais tatuagens e topetes altos, dando uma cara moderna-retrô para o estilo. Em 2013, a banda participou do Psycho Carnival, em Curitiba, que é um dos maiores festivais dedicados ao gênero na América Latina. “Hot Girls & Fast Cars” é praticamente um hino para os adeptos da cultura custom e rockabilly da cidade.

Artistas relacionados: Diabillys, Joe Coyote, Reservoir Dogs, The Honky Tonk Riders.


 

14. Monoclub – La Revolución

Lançamento: 2012
Texto: Renan Pereyra

“La Revolución” é essa bela faixa que você confere abaixo da banda folk sorocabana Monoclub. Atualmente em turnê pelos EUA, o grupo conta com influências de Wallflowers, Wilco, Willie Nelson, Ryan Bingham, Bob Dylan, Beatles, entre outras. A banda tem também diversas participações em festivais e concursos de peso, como o All Folk Festival, Folk Music Brazil e Planeta Terra. Recentemente, os caras trouxeram para o interior o troféu do Prêmio Dynamite 2013, na categoria Revelação. Monoclub é um nos nomes mais atuantes da nova cena autoral e segue representando bem a cidade por onde passa.

Artistas relacionados: Paula Cavalciuk, João Leopoldo, JJ The Wave, Pivetes, Supersede, El Cabong, Gregos & Baianos.


 

15. Fones – Assim Como Eu

Lançamento: 2012
Texto: Luitz Terra

Um dos principais nomes da nova geração do rock sorocabano, Fones é uma das bandas mais divertidas e intensas da cena. Com claras influências de Volpina, o grupo leva seu garage rock junkie para qualquer pico que for chamado. Vindos do bairro do Éden, os Fones carregam em sua poética um vigor de expressão mais urbano e niilista: a ideia é ser simples, direto e cru, trazendo à tona a expressividade marginal do punk rock na atitude e nas performances ao vivo. Com efeito, a banda conseguiu conquistar uma consolidada fan-base pelo país, graças as suas odes ao fracasso e à autodestruição, que ficam muito mais charmosas debaixo de jaquetas de couro, calças rasgadas e cabelos compridos. Em 2012 a banda debutou com o elogiado EP Revólver, que abre com a faixa “Assim como Eu”, que ao vivo sempre puxa um coro entre os fãs.

Artistas relacionados: Incesto Andar, True Voices, Senoma.


 

BONUS TRACK – BONUS TRACK

Jack Navarro – Mentiras
Lançamento: 1998
Texto: Luitz Terra

Na virada dos noventa para 2000, uma banda que ganhou bastante visibilidade foi o Jack Navarro. Empunhando uma musicalidade punk bem elaborada, o grupo juntou músicos experientes da cena. Formado por Emerson Punk nos vocais, mais PH (no baixo e vocal), Marcelo Stefani (na bateria) e Márcio Stefani (na guitarra), o grupo lançou a Tape Click!, que teve co-produção do Lou Marcello e Mario Bross (Wry), além de participação especial em duas faixas deste registro. A banda chegou a gravar o clássico programa Musikaos na TV cultura, com participação do Brown Biggs nas Baquetas.

Fast Food Brazil – Aliás
Lançamento: 2008
Texto: Renan Pereyra

Hugo Rafael (guitarra/vocal), Bruno Peretti (guitarra), Igor Paiva (baixo) e Ítalo Ribeiro (bateria/vocal). Essa era a formação da Fast Food Brazil, banda que também foi muito lembrada pela galera que ajudou na seleção. Foi basicamente um projeto de rock experimental, mesclando indie, pop, funk, música progressivo e psicodélica. “Aliás” é uma das músicas que merecem ser citadas aqui na bonus track.

Os Pontas: Rua da Penha
Lançamento: 2010
Texto: Luitz Terra

Com uma profunda pesquisa às raízes da psicodelia, garage rock, surf music, groovies, soul e blues, Os Pontas é uma banda formada por pessoas que amam a música, aquele tipo de gente que em pleno ano de 2015 gasta uma boa grana em LPs, amplificadores e pedais de distorção vintages, tudo para dar o máximo de fidelidade ao rock dos anos 60/70. Toda essa paixão, obviamente, reflete-se muito nas composições instrumentais do grupo, que abusa do fuzz, do wah-wah e de muito groove pra ninguém ficar parado.

Mavka – Dylan’s Song
Lançamento: 2011
Texto: Renan Pereyra

Uma das minhas preferidas de toda a história da cidade. A Mavka fazia um som pesado e inspirado em artistas que têm a microfonia e a dissonância como aliados. Formada em 2010 por Bea Rodrigues (vocal/baixo), Duda Caciatori (teclado), Pedro Yue (guitarra) e Victor V-B (bateria/voz), a banda acabou encerrando as atividades antes mesmo de ver o sol se pôr. Uma pena. Se ainda existisse, com certeza seria um dos nomes de peso do cenário nacional. O que restou foi um fruto homônimo com quatro pérolas, que inclui “Dylan’s Song”. Impossível não se arrepiar com o instrumental bem executado da faixa e a potente e angustiante voz de Bea Rodrigues.

Justine Never Knew The Rules – When You Least Expect It
Lançamento: 2014
Texto: Luitz Terra

E se o assunto é pedais, o Justine Never Knew The Rules tem todos! Tudo para criar aquele beautiful noise atmosférico que só o shoegaze pode nos proporcionar. Apadrinhados pelo Wry, o conjunto é bastante promissor e tem feito muito barulho por aí. Com claras influências de Spacemen 3, Jesus And Mary Chain, Yuck, Tame Impala, Slowdive e My Bloody Valentine, a banda consegue ambientar muito bem sua canções, que envolvem nosso espírito através de um grande muro sonoro que ecoa de muita distorção e lisergia auditiva, onde a guitarra é sempre a protagonista.

Medrar – Pai Horácio
Lançamento: 2014
Texto: Luitz Terra

Com uma levada não convencional, a Medrar é uma banda que se constrói através de formas tortas, entre gritos, sussurros e melodias sufocantes, trazendo a rua como musa inspiradora de suas composições que esbanjam criatividade, em arranjos surpreendentes e expressivos, repletos de contrastes rítmicos e altos e baixos emocionais. Com influências que vão de Metá Metá a Ludovic, Medrar é um dos nomes mais representativos da nova geração de bandas da cidade.

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