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Ouvimos o disco novo da Miley Cyrus e curtimos pra caralho!

Ode a David Bowie, transas matutinas e levadas 4:20. Ouça Miley Cyrus and Her Dead Petz, álbum gravado em parceria com o The Flaming Lips. 

Por Renan Pereyra

Logo após roubar a cena no Video Music Awards, Miley Cyrus voltou a surpreender os fãs com o fodástico lançamento surpresa de Miley Cyrus and Her Dead Petz. O disco experimental foi lançado em parceria com os geniais The Flaming Lips e conta 23 faixas e 92 minutos. O registro se trata basicamente de uma viagem sobre sexo, drogas e psicodelia: o pop ainda está lá, em doses homeopáticas, mas o que prevalece na maioria das canções é a exploração do novo e do sintético. Resumindo, o álbum agradou muito aos nossos ouvidos. Escute abaixo e tire suas próprias conclusões!

Vale destacar que Miley Cyrus & Her Dead Petz foi produzido com cerca de apenas 50 mil dólares e de forma totalmente independente (dizem por aí que a RCA autorizou o lançamento DIY, embora a história ainda não tenha sido confirmada). Outro detalhe massa é que o disco conta com participação de diversos nomes, além dos já citados TFM: Big Sean, Ariel Pink, Mike WiLL Made It e Billy Ray Cyrus (pai de Miley Cyrus) são alguns deles.

Junto com o registro, a cantora soltou um clipe chapado para a faixa “Dooo It”, que abre os trabalhos. O vídeo traz a artista se lambuzando psicodelicamente com diversos líquidos multicoloridos. Essa mesma música foi apresentada pela cantora no VMA, com performance de ex-participantes do reality show RuPaul’s Drag Race e participação de Wayne Coyne (Flaming Lips). Você pode assistir aos vídeos em sequencia logo abaixo.

Ouvindo o disco numa tarde agitada de quinta-feira

Fui avisado pelos comparsas deste blog no início da semana sobre o novo trampo, mas parei pra ouvir de verdade nesta tarde agitada de quinta-feira. O mais surpreendente é que, apesar de longo, Miley Cyrus & Her Dead Petz ;não chega a soar enjoativo em momento algum. Pelo contrário, o registro parece ser marcado por diferentes temas, o que acaba dando certo fôlego à obra. Amparada pelo instrumental dos Flaming Lips, a ex-Hannah Montana cumpre bem seu papel de imprimir sentimentos transparentes a cada uma das faixas do disco.

Passagens melancólicas, eufóricas e temáticas controversas não faltam aqui. O álbum abre com a já citada “Dooo It”, que tem pegada trip hop e muitas frases de efeito: “Yeah, I smoke pot. Yeah, I love peace. But I don’t give a fuck. I ain’t no hippy”, esbraveja a cantora. Em seguida, “Karen, Don’t Be Sad” prossegue com o clima 4:20, apesar de ter uma levada mais psicodélica. As acústicas “Something About Space Dude” e “Space Boots” são canções pra, literalmente, viajar para o espaço.

Se em Bangerz (disco anterior, de 2013) a prioridade de Miley era o pop açucarado, agora é a vez da cantora dar espaço a bases mais profundas e conceituais. Eu arriscaria a dizer até mesmo que que a ideia dela é buscar agora outro público, mais engajado com facetas obscuras e construções cinzentas.  É o que mostram faixas como “BB Talk”, “Fweaky”, “Bang Me Box” (sobre sexo lésbico matutino) e “Milky Milky Milk”, que dão sequencia ao trabalho. A essas alturas, destaque também para a viagem pesada de “Cyrus Skies”, a R&B “Slab Of Butter” e “Tangerine”, com participação de Big Sean.

Apesar dos ‘pesares’, algo mais radiofônico também pode ser encontrado no disco: músicas como “I Get So Scared”, “Lighter” e “Tiger Dreams” são baladas que seriam digeridas facilmente pelo público menos exigente. Já “I’m So Drunk” e “Tiger Dreams” evidenciam novamente os momentos de loucura da guria, que não devem ser poucos. O disco se encerra com a tristonha “Pablow The Blowfish”, a instrumental “Milet Tibetan Bowlzzz” e “Twinkle Song”, nova ode ao Camaleão do Rock (há muitas outras): “I had a dream. David Bowie thought us how to skateboard. But he was shaped like Gumby”, diz a intro.

Enfim, pra finalizar, devemos dizer que Miley Cyrus & Her Dead Petz é um novo passo na carreira de Miley Cyrus. Junto à mente brilhante de Wayne Coyne, a cantora conseguiu juntar o útil ao agradável: sintetizadores, vibes acústicas e eletrônicas, dark pop e chapação nas medidas certas. Pode ser que desagrade muitos fãs da cantora, mas pode ser também que lhe traga um novo público.  Pode ser ainda apenas um tiro certo ou reflexo de uma fase matura, mas o fato é que o registro não deve passar despercebido pelos amantes da música pop e alternativa. Recomendamos!

Segue a baixo a tracklist e a capa do disco! Você também pode baixar tudo clicando aqui!

1. Dooo It!
2. Karen Don’t Be Sad
3. The Floyd Song (Sunrise)
4. Something About Space Dude
5. Space Boots
6. Fuckin Fucked Up
7. BB Talk 8. Fweaky
9. Bang Me Box
10. Milky Milky Milk
11. Cyrus Skies
12. Slab of Butter (Scorpion)(Featuring Sarah Barthel of – Phantogram)
13. I’m so Drunk
14. I Forgive Yiew
15. I Get So Scared
16. Lighter
17. Tangerine (featuring Big Sean)
18. Tiger Dreams (featuring Ariel Pink)
19. Evil is but a Shadow
20. 1 Sun
21. Pablow The Blowfish
22. Miley Tibetan Bowlzzz

23. Twinkle Song

MC