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Discotecando (Especial Mega80): 11 hits que mostram como a década continua relevante

por | 6 set 2016 | Blog, Discotecando | 0 Comentários

DJ Luitz Terra seleciona e comenta hits especiais da festa.

Ta no ar mais uma Discotecando edição especial Mega80! As 11 faixas foram selecionadas e comentadas pelo DJ Luitz Terra, que será um dos residentes da festa, que rola nesta terça-feira (6), véspera de feriado, e terá como tema a série Stranger Things. Confira todos os detalhes sobre a noite aqui! Ouça a playlist!
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1. Tears For Fears – Everybody Wants To Rule The World
2. Queen – Radio Gaga
3. Midnight Oil – Bed Are Burning
4. Madonna – Into The Groove
5. Cindy Lauper – Girls Just Wanna Have Fun
6. New Order – Blue Monday
7. Pet Shop Boys – It’s A Sin
8. Michael Jackson – Beat It
9. Run DMC – It’s Tricky
10. ACDC – Back In Black
11. The Smiths – There’s A Light That Never Goes Out

Tears For Fears – Everybody Wants To Rule The World

Se tem uma coisa que definitivamente caracterizou a década de 80, foram os duos de synth pop e new wave que pipocaram na época, com verdadeiros clássicos da pista de dança. Mas entre todos esses grupos, o Tears For Fears, definitivamente alcançou um patamar que foi muito além do ambiente dos clubes e pistas de dança, ao apresentar uma música reflexiva, com letras mais cabeçudas e até de conteúdo politizado. Songs From The Big Chair foi o disco definitivo da dupla. Recheado de hits, o álbum conseguiu moldar a música da banda num formato de arena, e o sucesso mundial foi imediato! “Everybody Wants Rule The World” é a música que abre o registro, e sempre combinou muito bem com o clima da Mega80.

Queen – Radio GaGa

Eis que o Queen finalmente se rende ao charme dos synths. Em 1984, a banda lança The Works, disco muito lembrado pelos fãs pelo hino “I Want Break Free”, que é uma ode à liberdade e que, nas entrelinhas, ou descaradamente, podemos entender como uma música para encorajar os homossexuais a saírem do armário. Essa faixa ainda conta com um videoclipe icônico onde os integrantes do grupo se apresentam com trajes e trejeitos femininos. Outro grande hit de The Works é a sua faixa de abertura, a impressionante “Radio GaGa”, que logo de cara mostra que a banda voltou com uma sonoridade atualizada. A canção um tanto profética e um tanto triste, basicamente fala sobre a influência que a televisão estava ganhando no mercado da música, que ofuscava mais e mais o poder do rádio, que naquela altera dos fatos já estava fadado ao esquecimento. Entende-se aí, que apesar da banda adaptar-se às tendências do mercado, havia ainda um certo desconforto em relação à mudança. Percebe-se aí uma clara alusão à popularidade que a MTV havia conquistado nessa época. Outra canção que aborda essa temática é a “Video Killed Radio Star”, do conjunto The Buggles. O clipe de “Radio Gaga” também vale à pena ser visto, ele é épico, pois remonta toda a estética do cultuado diretor Fritz Lang, em sua grande obra “Metrópolis” – um marco da ficção científica no cinema.

Midnight Oil – Beds Are Burning

Talvez pouca gente reconheça de nome, mas o Óleo da Meia-Noite foi responsável por um dos hits mais incríveis da década de 80. “Beds Are Burning” é uma canção pop perfeita, de uma banda que possui todo um engajamento político e ao mesmo tempo consegue criar um som de protesto que cabe muito bem na pista de dança! Obrigatória na Mega80.

Madonna – Into The Groove

E foi nos anos 80 que o pop passou por uma revolução. Os limites entre música negra, música branca foram rompidos definitivamente e os primeiros grandes popstars tomaram a cena: Cindy Lauper, Whitney Houston, George Michael, Michael Jackson, Prince, Boy George e, no olho do furacão, Madonna! Não dá pra falar da música dos anos 80 sem reconhecer esse fenômeno.

Cyndi Lauper – Girls Just Wanna Have Fun

Desde a época dos Beatles, “rivalidades” entre artistas era algo consumido entre os curiosos, e ajudava a colocar ainda mais o nome desses grupos em evidência. Seja a dicotomia entre Beatles e Rolling Stones, Oasis e Blur, Rihanna e Beyoncé, David Guetta e Calvin Harris ou até mesmo Marvel e DC, Homem de Ferro e Capitão América… a verdade é que sempre os dois lados ganham com esse tipo de embate, pois ambos saem destaque. E diz aí: quem não gosta de acompanhar um treta? Ainda mais de figuras públicas. Esse é um jogo super lucrativo. E, na década de 80, quem fazia frente à popularidade de Madonna era a Cyndi Lauper. E se o conceito de lacração não era difundido, podem ter certeza que Lauper foi precursora disso. “Girls Just Wanna Have Fun” é cover de um artista chamado Robert Hazard (tipo, QUEM?) e na voz de Cyndi se tornou um hino, mudando uns versos ali e aqui, a cantora transformou a música em um verdadeiro manifesto feminista pop. Obrigatória não apenas em festas anos 80, a canção é imortal e levanta qualquer pista de dança.

New Order – Blue Monday

E se o assunto é música pop, seria uma injustiça não falar de New Order, porque eles foram os primeiros que entenderam a revolução que a música estava passando. A banda, que em outros verões atendia pelo nome de Joy Division, reencarnou com uma musicalidade ainda mais aflorada. Todos os elementos que foram experimentados por Ian Curtis, foram definitivamente aprimorados pela Nova Ordem e, a partir daí, o rock e a música eletrônica passaram a andar de mãos dadas com o pop, porque Blue Monday não apenas ganhou as pistas de dança do mundo inteiro, como também ganhou as paradas de sucesso, encorajando, dessa forma, uma nova estética sonora que seria difundida, principalmente pelos grupos de technopop e synthpop, o que colocou a cidade de Manchester definitivamente no mapa da música alternativa mundial, com uma cena fortíssima que agitava todos clubes da época e permanece gerando frutos até hoje, desde o punk ao indie-pop.

Pet Shop Boys – It’s A Sin

Se ainda hoje, a classe LGBT ainda enfrente forte oposição política e religiosa, e a homofobia não é só uma realidade, como ela ainda é difundida diariamente, imagina há 30 anos ? Pet Shop Boys não é apenas uma duo que dominava as pistas de dança do mundo inteiro, eles realmente tinham uma mensagem política e urgente entalada na garganta e a música deles ajudou no empoderamento do discurso homossexual da década de 80. It’s A Sin é um hino, de caráter intimista, a música é um desabafo sobre a culpa que a sociedade colocou aos homossexuais, ela basicamente fala sobre autoconhecimento e questiona justamente a questão religiosa que sempre se coloca como um obstáculo na causa LGBT. Apesar de sua mensagem forte, trata-se de um technopop irresistível, que é sempre é festejado na pista.

Michael Jackson – Beat It

Mas o grande golpe da música pop da música dos anos 80, foi o álbum Thriller de Michael Jackson, que conseguiu impulsionar absolutamente todas as suas faixas nas paradas de sucesso, o artista que até então pertencia o nicho na música negra, se integra de vez ao pop, assumindo definitivamente seu trono, o disco é um sucesso indiscutível, e Beat It com certeza é um dos hits mais fortes do álbum. Uma curiosidade é que a música conta com a participação do guitarrista Eddie Van Halen, da bem sucedida banda que leva seu sobrenome.

RUN-DMC – It’s Tricky

E foi na década de 80, que o Rap apareceu pela primeira vez na parada de sucesso, Run DMC é um dos nomes mais importantes para o estilo na década, foi um dos primeiros grupos a alcançarem a notoriedade da mídia e com certeza ajudaram a abrir caminho para uma verdadeira revolução no mercado da música, e a presença deles sempre vai bem numa MEGA 80.

ACDC – Back In Black

Os anos 80, também foram a década do Hard Rock e do Heavy Metal, e ACDC foi um dos grupos que mais vendeu discos nessa época, lotando estádios pelo mundo, nessa época todo garoto sonhava em ser um rockstar e tocar guitarra como Angus Young, além de todas as excentricidades que eles tinham direito, desde exigências em camarins até destruir quartos de hotel, além é claro de aviões particulares feitos para as bandas viajarem com suas fãs desvairadas. Back In Black é uma música que evoca esse espirito rockeiro para as pistas e que também não pode faltar na Mega 80.

The Smiths – There’s A Light That Never Goes Out

E se por um lado, o Hard Rock embalava a puberdade de jovens no mundo inteiro, só o The Smiths poderia entender os dilemas mais profundos da juventude, não é a toa que aquela bandinha independente da cidade Manchester conquistou o reino unido e mais tarde o mundo, com uma poesia sincera e atemporal, além de belos timbres e a voz inimitável de seu vocalista, Morrissey. Pouco a pouco, a banda conquistou popularidade e sucesso, chegando a liderar paradas de sucesso, sendo um marco para o que viria a ser conhecido como música indie, que desafiava, pela primeira vez, o poder das grandes gravadoras multinacionais. There’s A Light That Never Goes Out é uma das canções mais lindas de todos os tempos e é a cereja do bolo do álbum “The Queen Is Dead”, o maior êxito comercial do grupo que é presença obrigatória na Mega 80 e como diria o Jonathan (de Stranger Things) é uma banda que pode mudar a sua vida.

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