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Discotecando (Especial Spiders) | 12 músicas para celebrar a noite!

DJs Terra, Bellentani e Punk selecionaram e comentaram a playlist.

Por Renan Pereyra

Sábado é dia de Spiders – nossa festa para galera que curte sleazy, dark wave, gótico e electro – e aproveitamos a ocasião para criar uma playlist especial da noite! As músicas foram selecionadas pelos DJs Luitz Terra, Poe Bellentani e Emerson Punk, que vão discotecar na festa. Mais abaixo você pode ver os comentários de Terra e Bellentani sobre cada uma das faixas escolhidas.

A Spiders também contará com show da banda Escarlatina Obsessiva, de São Thomé das Letras, que tem seis discos de estúdio na bagagem. Confira todos os detalhes aqui na nossa agenda. Ouça a playlist Spiders abaixo, em mais uma edição da Discotecando!

1. Christian Death – Romeo Distress
2. Holograms – ABC City
3. The Sisters Of Mercy – Lucretia My Reflection
4. Terminal Gods – The Card Player
5. The Crüxshadows – Deception
6. Siouxsie And The Banshees – Cities In Dust
7. Crystal Castles – Celestica
8. The Cure – Lullaby
9. Burn my shadow – Unkle
10. Prey – Seraphim Shock
11. Severina – The Mission UK
12. War – :wumpscut:

Christian Death – Romeo Distress
Texto: DJ Luitz Terra

Christian Death é um dos nomes mais notórios da cena death rock de Los Angeles, que se difere do pós-punk inglês justamente por sua teatralidade. Enquanto grupos como Joy Division apostavam em visuais sóbrios e roupas sociais, os death rockers já exploram um visual muito mais carregado, com grandes moicanos, jaquetas de coro, maquiagens carregadíssimas, muita influência do teatro expressionista, de filmes de terror e do glam rock da década de 70. A sonoridade permanece sombria, só que ainda mais punk e visceral. A sensualidade e o escárnio eram bem explorados no visual desses grupos que eram verdadeiros coringas do punk rock. No caso do Christian Death, o ocultismo e satanismo também eram temas recorrentes. Sem dúvidas, “Romeo Distress” foi o grande hit da banda.

Holograms – ABC City
Texto: Luitz Terra

Parece 1978, mas é 2010. Holograms é uma banda que certamente se destaca entre os grupos de post-punk revival, por ter aquela pegada primitiva, hipnótica e simples do punk, que nos traz à memória bandas que ajudaram a construir o estilo, como The Sound, Magazine e o Joy Division. “ABC City” é um som que, vez ou outra, sempre aparece na pista do Asteroid. Embora as pessoas não tenham criado identidade com a música, ela sempre funcionou muito bem porque é bem agitada e dançante, com um ótimo refrão e uma marcante linha de sintetizador, além de guitarras altas!

The Sisters Of Mercy – Lucretia My Reflection
Texto: Luitz Terra

The Sisters Of Mercy é uma banda fundamental para a subcultura gótica. Eles com certeza firmaram de todos os clichês do estilo: vozes graves, backing vocal femininos, guitarras com timbres “desérticos”, bateria eletrônica (encarnada na figura do mítico “baterista” Doktor Avalanche) e um leve tempero de hard rock. Sem contar a figura de Andrew Eldritch, o vocalista e idealizador do grupo, que eternizou a versão badass do gótico, com sua voz cavernosa, suas roupas pretas e seu chapéu, além dos característicos óculos escuros que sempre o acompanham… Um verdadeiro vilão de filmes de faroeste. “Lucretia My Reflection” é um dos grandes hits do álbum Floodland, que obteve bastante sucesso comercial em 1987, sendo responsável pela consagração do darkwave e que apresentou a baixista Patricia Morrison, que se tornaria um grande símbolo feminino no gótico.

Terminal Gods – The Card Player
Texto: Luitz Terra

E para quem acha que o darkwave é algo que ficou para trás, tá aí mais um exemplo de uma banda atual que aposta no gótico. Apesar da pouca visibilidade comercial, Terminal Gods é um dos tantos grupos em atividade que revisitam essa estética, comprovando que ainda há muito o que ser feito. A música “The Card Player” tem tudo para ter sido um grande hit do gênero em 1987, e com certeza é uma novidade promissora na pista da Spiders.

The Crüxshadows – Deception
Texto: Luitz Terra

Ainda na década de 80, a lírica do darkwave se fundiu ainda mais aos synths e elementos eletrônicos da EBM, originando assim o electrogótico. Mas foi nos anos 90 que o gênero se tornou uma tendência ainda mais acentuada no underground. The Crüxshadows é um dos grupos mais lembrados do estilo, por residirem nessa transição do darkwave para o electrogótico. E “Deception” é um dos maiores hits da banda, pra morcegada nenhuma ficar parada na pista. A música começa com uma marcante linha de violino que transa muito bem com os synths e os beats eletrônicos, é um verdadeiro clássico.

Siouxsie And The Banshees – Cities In Dust
Texto:Luitz Terra

Todo mundo tem a diva que merece, e Siouxsie sem dúvidas é a diva da Spiders. Pioneira no estilo, a banda atravessou, praticamente, todas as fases do movimento punk da Inglaterra, até a formulação do pós-punk e do rock gótico, sendo referência obrigatória para qualquer adepto do movimento. “Cities In Dust” é um verdadeiro clássico da década de 80, e sem dúvidas irá brilhar na pista da Spiders.

Crystal Castles – Celestica
Texto: Luitz Terra

E quem disse que o indie não pode ser dark¿ Esse é o caso de muitas bandas que beberam tanto no pós-punk, quanto nas suas tendências mais obscuras, que é o caso de grupos como She Wants Revenge, Interpol, Ice Age, Yeah Yeah Yeahs, Editors e o Crystal Casltes. O duo, formado em 2004, em Toronto, no Canadá, é sempre citado como um dos principais nomes do movimento witch house, que seria uma roupagem mais moderna do gótico eletrônico. O gênero une elementos de música ambiente, do minimalwave e industrial, mas com boas doses de ruídos digitais, glitchs, experimentalismos, gritos e influências que variam do triphop ao shoegaze. Visualmente o movimento adere uma estética neo-xamânica, que se utiliza de vários símbolos de bruxaria a paganismo associado a elementos da cultura pop. Normalmente os nomes dos grupos do gênero são indecifráveis, pois eles se limitam a caracteres tipográficos como triângulos e cruzes viradas de ponta cabeça. Apesar do sucesso comercial, a sonoridade do grupo permanece bastante obtusa e de difícil digestão, porém sempre sedutora. E a faixa “Celestica” não nos deixa mentir, ela saiu pelo segundo álbum do grupo, e se tornou o grande hit da banda, mostrando que o Crystal Castles sabe muito bem transitar entre o experimental e o popular. O duo que hoje é formado por Ethan Kath e Edith Frances, mas já teve a figura carismática de Alice Glass como vocalista, com quem o grupo lançou três incríveis discos. Com a nova formação, o duo lançou “Amnesty (I)” em agosto desse ano, que conseguiu manter a qualidade de seus primeiros registros.

The Cure – Lullaby
Texto: Luitz Terra

E nessa lista não poderia faltar a música que inspirou o conceito da festa! The Cure é uma banda obrigatória em qualquer festa gótica, e “Lullaby” é uma música que sintetiza o espírito da noite, com uma pegada um pouco mais lenta, porém hipnótica e sensual, marcada pelos sussurros de Robert Smith, que narra o obscuro e surreal sonho em que o vocalista se vê preso nas teias de um homem metade aranha que está pronto para devorá-lo. Trata-se de um som atemporal do meu disco favorito da banda, o Desintegration (1989). Obrigatória na festa!

Burn my shadow – Unkle
Texto: Poe Bellantani

Unkle é uma daquelas bandas sem definição certa. Com um pé no dark e no EBM, tem trabalhos sensacionais e a música está sempre de background da última década. O álbum definitivo, ao meu ver, é War Stories , e a música que merece nota é “Burn my shadow” – que tem em seu vídeo praticamente um curta. Merece notoriedade pela música e por todo o trabalho estético. Unkle é bem a cara do que é a proposta da Spiders, carregando toda uma referência e mesclando com o novo.

Prey – Seraphim Shock
Texto: Poe Bellantani

Seraphim Shock é uma mistura de gothic rock e EBM, muito legal e com uma estética típica do gênero. Ótima para a pista, casando bem com dança e estrobo. A música escolhida, “Prey”, tem todo um ar vampiresco. Tanto que foi utilizada como trilha sonora de uma trilha sonora oficial de um jogo no tema, chamada “Music from Succubus Club”.

Severina – The Mission UK
Texto: Poe Bellantani

Clássica do dark, a banda The Mission (ou The Mission UK) é das que moldaram a estética e toda a ideia do que virou o “gótico” mais tarde (junto com outros grandes nomes como Joy Divission, The Cure, Echo & The Bunnyman, Sisters of Mercy, etc), é da época que era chamado ainda pela molecada de dark. A música “Severina” é um marco na década de 80 e está na lista de vários hits da banda – entre eles o inesquecível “Butterfly On A Wheel”.

War – :wumpscut:
Texto: Poe Bellantani

Do clássico a gente pula pra algo dos anos 2000 de novo. :wumpscut: é um projeto de música eletrônica alemão. A música tem uma pegada de EBM e industrial. Não dá pra falar muito sobre o que eles significam, mas moldaram muito da estética cybergoth e cyberpunk, tendo influência grande em muito do que foi produzido nas últimas duas décadas no rock industrial: impossível não lembrar dos trabalhos de NIN, Manson, Rob Zombie e até mesmo do new metal.

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